Brasil detecta quarto foco de gripe aviária, desta vez em aves domésticas em Mato Grosso

O Ministério da Agricultura confirmou, neste final de semana, o quarto foco de gripe aviária (H5N1) no Brasil, desta vez em uma criação de aves domésticas de subsistência em Campinápolis, Mato Grosso. O caso foi identificado por exames oficiais, o que levou à interdição da propriedade e ao abate de todo o rebanho afetado.

As ações de contenção também incluem a instalação de barreiras sanitárias para evitar o transporte de animais e insumos, bem como vigilância em um raio de 10 km ao redor da área contaminada. Segundo o Mapa, não há granjas comerciais nesse entorno, e, por isso, as restrições não se estendem ao comércio internacional de produtos avícolas — tanto o consumo interno quanto as exportações permanecem seguros 

Este é o quarto foco ativo no país, com outros três registrados anteriormente em Minas Gerais, no Distrito Federal (em zoológicos), e no Rio Grande do Sul — este último em um granjeiro comercial em Montenegro. O caso em Mato Grosso não altera o cronograma de “vazio sanitário” de 28 dias que começou após o foco em RS, previsto para concluir em 19 de junho.

Além disso, estão em investigação dez casos suspeitos de gripe aviária, envolvendo tanto aves domésticas em vários estados quanto aves silvestres — todos fora de granjas comerciais. Até o momento, o Brasil registrou 172 casos da doença desde o início do monitoramento, incluindo 167 em animais silvestres e apenas quatro em criações domésticas 

As autoridades sanitárias destacam que o vírus H5N1 é altamente letal para aves, mas até o momento não representa risco à saúde de consumidores humanos: carnes e ovos de produção regulamentada seguem aptos para consumo, desde que devidamente cozidos.

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