Em maio, a China importou 13,92 milhões de toneladas de soja, o maior volume já registrado, impulsionado principalmente pelas compras crescentes do Brasil. Esse montante representa mais que o dobro do patamar verificado em abril e reflete temores quanto à elevação de tarifas sobre a commodity em razão das tensões comerciais com os Estados Unidos
Fontes da alfândega chinesa confirmam que os volumes chegaram a triplicar em relação a março, com alta de 73% em abril. Tradings e processadoras chinesas aproveitaram o momento para garantir soja mais competitiva da América do Sul — na primeira semana de abril, foram firmados contratos para ao menos 40 embarques brasileiros
Apesar de Pequim diversificar suas fontes, o Brasil permanece como principal fornecedor de soja, beneficiando-se da disputa comercial entre China e Estados Unidos. A expectativa é que as negociações entre as duas potências, retomadas em Londres em 9 de junho após trégua em Genebra, tragam algum alívio, embora sobretaxas sobre produtos agrícolas americanos — como a soja — ainda permaneçam ativas
Em abril, China e EUA haviam assinado uma trégua que levou à queda de tarifas sobre itens norte-americanos, mas várias sobretaxas foram mantidas, mantendo o Brasil com vantagem competitiva



