Governo projeta R$ 44,19 bilhões em 2026 com medidas de ajuste fiscal

O governo brasileiro está de olho em uma arrecadação adicional de R$ 44,19 bilhões em 2026, resultado de um pacote que combina aumento de impostos e a redução de gastos tributários. A estimativa, detalhada por Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, aponta as principais fontes que devem contribuir para o reforço dos cofres públicos.

Entre as medidas que impulsionarão essa arrecadação, está a elevação da alíquota sobre o setor de apostas, que passaria de 12% para 18%, com a expectativa de gerar R$ 8,64 bilhões. A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras também seria ajustada, subindo de 9% para 15%, o que projeta um acréscimo de R$ 1,83 bilhão. Outro ponto é a alteração na tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP), com o Imposto de Renda (IR) subindo de 15% para 20%, podendo injetar R$ 4 bilhões aos cofres públicos. Além disso, a tributação de 5% sobre a renda de investimentos atualmente isentos tem potencial para gerar R$ 1,12 bilhão. O maior impacto, porém, viria de um corte linear de 10% nos benefícios fiscais, medida que sozinha deve contribuir com robustos R$ 28,6 bilhões para a arrecadação.

Salto enfatiza que essas projeções consideram a aplicação dos princípios da anualidade e da noventena, o que significa que os efeitos dessas ações fiscais na arrecadação serão sentidos a partir do ano seguinte à sua implementação. A expectativa é que a receita líquida do governo, após as devidas transferências a estados e municípios, alcance R$ 30 bilhões no ano subsequente à adoção dessas medidas.

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