Na quinta‑feira (12), prefeitos de 32 municípios do Norte gaúcho e do Vale do Taquari estiveram na sede da Associação dos Municípios do Planalto (Ampla), no campus da Universidade de Passo Fundo (UPF), para avaliar a versão mais recente do projeto estadual de concessão do chamado Bloco 2 de rodovias.
O encontro foi motivado pelas mudanças divulgadas na segunda‑feira (9) pelo governador Eduardo Leite: o aporte público ao contrato passou de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,5 bilhão, enquanto a tarifa‑teto caiu de R$ 0,23 para R$ 0,19 por quilômetro — ou para R$ 0,18 caso os municípios abram mão da cobrança de ISS sobre os pedágios. Em contrapartida, parte das duplicações e terceiras faixas previstas originalmente foi retirada do cronograma.
Com 415 quilômetros distribuídos em seis rodovias (ERS‑128, 129, 130, 135, 324 e RSC‑453), o contrato agora projeta R$ 4,3 bilhões em obras nos primeiros dez anos, dos quais R$ 2,8 bilhões sairão da iniciativa privada. O investimento total em 30 anos soma R$ 5,8 bilhões, abaixo dos R$ 6,7 bilhões anunciados na modelagem anterior. A extensão de duplicações caiu para 174,5 km e a de terceiras faixas, para 72,5 km.
Líderes municipais divergem sobre a nova proposta. Uma ala considera que o aumento do subsídio estadual poderia garantir as obras sem a necessidade de pedágios; outra avalia que, sem a concessão, o Estado não terá fôlego para executar as melhorias viárias. Todos, contudo, cobram dados atualizados da Secretaria da Reconstrução para decidir se aceitam abrir mão do ISS em troca da redução tarifária.
Uma nova rodada de discussões foi marcada para quarta‑feira (18), em Marau, quando a Ampla poderá formalizar posição sobre o edital que o governo pretende enviar ao Tribunal de Contas ainda neste mês. Se o cronograma for mantido, o edital sairá em julho e o leilão, na B3, ocorrerá entre outubro e novembro.



