O mercado brasileiro de soja abriu a semana praticamente sem variações de preço e com ritmo lento de negócios, segundo levantamento da Safras & Mercado. Mesmo com o dólar recuando quase 1 % e o óleo de soja disparando mais de 8 % em Chicago, o grão não acompanhou a tendência internacional. Houve apenas ajustes pontuais, concentrados nos portos do Paraná.
Panorama das cotações
| Praça | 14/06 (R$) | 16/06 (R$) | Variação |
|---|---|---|---|
| Passo Fundo (RS) | 131,00 | 131,00 | — |
| Santa Rosa (RS) | 132,00 | 132,00 | — |
| Rio Grande (RS) | 136,00 | 136,00 | — |
| Cascavel (PR) | 129,00 | 129,00 | — |
| Paranaguá (PR) | 135,00 | 135,50 | ▲ 0,37 % |
| Rondonópolis (MT) | 118,00 | 118,00 | — |
| Dourados (MS) | 120,00 | 119,00 | ▼ 0,83 % |
| Rio Verde (GO) | 120,00 | 119,00 | ▼ 0,83 % |
Fatores de mercado
- Chicago: contratos futuros subiram, puxados pelo óleo de soja, que avançou 8,3 %, após a Agência de Proteção Ambiental dos EUA elevar as metas de biocombustíveis para 2026-2027. O grão acompanhou, mas com ganhos limitados pela previsão de chuvas favoráveis às lavouras norte-americanas e por esmagamento menor que o esperado em maio.
- Câmbio: o dólar comercial caiu 0,96 %, encerrando a R$ 5,48, o que reduziu a competitividade da soja brasileira nos portos e esfriou novas vendas.
- Prêmios firmes, mas negócios travados: apesar de ágio sustentado nos portos, compradores e vendedores recuaram após forte movimentação registrada na sexta-feira (13).
Consultores apontam que o mercado doméstico deverá seguir sem direção clara nos próximos dias, à espera de novos sinais em Chicago, do comportamento do dólar e dos relatórios de oferta e demanda do USDA. Enquanto isso, produtores avaliam se antecipam vendas de safra nova diante do cenário de volatilidade internacional.



