Lançamento do Plano Safra 2025/26 permanece em aberto, com previsão para próxima semana

O governo federal trabalha em ritmo acelerado para divulgar o Plano Safra 2025/26, embora ainda não haja confirmação oficial da data. As expectativas giram em torno de anúncios em 25 de junho para a agricultura familiar e em 26 de junho para a agricultura empresarial, conforme fontes ligadas ao Ministério da Agricultura.  Conforme apurado, o cronograma ainda depende da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da definição de pontos críticos como o custo orçamentário para a subvenção das linhas de crédito; as taxas de juros e o volume total de recursos disponíveis.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário encaminhou propostas de financiamento e juros ao Ministério da Fazenda na semana passada. A intenção é manter as faixas atuais, entre 0,5% e 6% ao ano, incluindo taxas diferenciadas para produção de alimentos (3%), compra de máquinas (2,5%) e incentivos à agroecologia (2%). A Secretaria do Tesouro Nacional está agora avaliando o impacto estimado dessas medidas no orçamento.

Internamente, o Ministério da Agricultura e o ministro Carlos Fávaro estão revisando detalhes. Houve reunião com técnicos e subsecretários, com previsão de encaminhamento ao Tesouro ainda em 17 de junho. O secretário Guilherme Campos destacou que “os números passarão por um refinamento, mas estarão prontos dentro do prazo para início da safra”.

No entanto, alguns fatores podem causar novo atraso: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está de férias até o fim da semana, e a urgência é cobrada pela equipe econômica. Oficialmente, o prazo para divulgação do Plano Safra é 30 de junho, com vigência a partir de 1º de julho. No ano passado, o anúncio foi postergado para 3 de julho, abrindo margem para possibilidade de repetição do cronograma 

Desafios orçamentários e prioridades

Com um orçamento restrito, a equipe econômica reconhece a necessidade de articular as subvenções de juros (equivalência entre o custo de captação dos bancos e o disponibilizado ao produtor) sem elevar as taxas aos agricultores. Estima-se um gasto de cerca de R$ 1,3 bilhão reservado para esse mecanismo até dezembro, o que, segundo fontes, exigirá “fazer mágica” para equilibrar recursos.

O foco do Plano Safra estará no custeio agropecuário — área afetada fortemente pela alta da Selic, atualmente em 14,75% —, embora investimentos também estejam contemplados. A prioridade é manter a rentabilidade dos médios produtores (Pronamp), com maior parte dos recursos indo à agricultura familiar via Pronaf, que continua sendo o principal vetor de subvenção

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