Na manhã desta quarta-feira (18), os contratos da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) registram pequenas quedas, revertendo parte das altas do pregão anterior. Por volta das 7h20 (horário de Brasília), julho recuava 0,75 ponto, negociado a US$ 10,73 por bushel, enquanto setembro caía 1 ponto, cotado a US$ 10,59.
O mercado segue influenciado por um ambiente geopolítico tenso, especialmente com a recente alta nos preços do petróleo. O cenário divide os operadores entre os fundamentos da soja e a volatilidade das commodities energéticas .
Em contrapartida, os derivados da soja ensaiam leves ganhos. Tanto o farelo quanto o óleo operam em terreno positivo nos contratos mais negociados na CBOT, refletindo ajustes após as movimentações recentes.
Entre os fatores que continuam sob observação estão:
O clima nas regiões produtoras dos EUA, determinante para a safra 2025/26;
A demanda chinesa, que permanece direcionada principalmente à América do Sul;
O ritmo de vendas no Brasil e na Argentina, em que o mercado argentino ganha destaque com comercialização mais adiantada;
A baixa participação da China nas compras dos EUA, que até o momento somam pouco mais de 1 milhão de toneladas – volume ínfimo para o padrão chinês
Contexto e impacto
O recuo modesto dos contratos de soja em Chicago reflete a cautela do mercado frente às incertezas externas. Mesmo devolvendo ganhos, os preços permanecem em níveis elevados. O desempenho sólido de farelo e óleo insinua ajustes técnicos e sustentação nas cotações.



