Dólar em alta contribui para alívio da inflação, e IPCA pode encerrar 2025 em torno de 5%

Apesar das pressões inflacionárias observadas ao longo do primeiro semestre, o câmbio valorizado tem contribuído para conter o avanço dos preços no Brasil. Segundo economistas, a alta do dólar — que encarece importações e gera ajustes de preços — tem sido compensada por uma demanda doméstica mais fraca, resultando em um efeito moderador sobre a inflação.

Com isso, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 foi ajustada e deve encerrar o ano próximo de 5%, patamar ligeiramente acima da meta oficial de 3%, mas dentro do intervalo de tolerância definido pelo Banco Central.

Entre os fatores que explicam o novo cenário estão a política monetária ainda restritiva, o desaquecimento da economia e a menor pressão sobre preços administrados. Analistas também observam que, apesar da volatilidade do câmbio, a inflação de serviços e alimentos não disparou como esperado, o que dá margem para projeções mais otimistas.

A possível estabilização do dólar nas próximas semanas também pode reforçar esse movimento. A percepção de risco fiscal segue elevada, mas uma melhora no ambiente político ou o avanço de pautas econômicas no Congresso pode contribuir para acalmar os mercados e fortalecer o real.

O Banco Central mantém o tom cauteloso nas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e deve seguir monitorando o comportamento dos preços até o fim do ano para definir eventuais ajustes na taxa Selic.

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