As importações de soja brasileira pela China registraram um forte avanço em maio, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas do país asiático divulgados nesta quarta-feira (19). O volume total importado atingiu 9,81 milhões de toneladas, representando um crescimento de 37,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 7,13 milhões de toneladas.
O Brasil se mantém como o principal fornecedor da oleaginosa à China, especialmente durante o primeiro semestre do ano, quando concentra sua colheita. A soja brasileira costuma apresentar preços mais competitivos nesse período, favorecendo a ampliação das compras por parte do maior importador mundial do grão.
Na comparação mensal, o volume importado da soja brasileira também cresceu: em abril, haviam sido embarcadas 6,3 milhões de toneladas. Esse aumento expressivo é reflexo tanto da boa oferta brasileira quanto da forte demanda chinesa, impulsionada pelo setor de produção de ração e alimentos processados.
Enquanto o Brasil ampliou sua participação, as compras da China dos Estados Unidos – seu segundo maior fornecedor – caíram no mesmo período. Em maio, as importações de soja norte-americana somaram 743.000 toneladas, uma queda significativa em relação às 1,97 milhão de toneladas registradas em maio de 2023.
A movimentação reforça a relevância do Brasil no comércio agrícola global, além de impactar positivamente a balança comercial brasileira, especialmente no cenário de recuperação pós-climática em diversas regiões produtoras.



