A indústria brasileira de etanol de milho deverá registrar uma das maiores margens da história na safra 2025/26. De acordo com levantamento da consultoria StoneX, a expectativa é de que o setor alcance margem bruta operacional de até 34,7%, impulsionado por preços atrativos do etanol e maior eficiência produtiva.
Segundo a análise, mesmo em um cenário de custos ainda elevados com insumos e logística, a rentabilidade das usinas será sustentada pela forte demanda por biocombustíveis e pelo bom desempenho das exportações de derivados, como o DDG (grãos secos de destilaria, usados na nutrição animal).
A região Centro-Oeste segue como principal polo produtor, concentrando grande parte das plantas em operação. A consultoria estima que, com a ampliação da capacidade instalada e o avanço tecnológico, a produção nacional de etanol de milho continue crescendo nos próximos anos, consolidando-se como um segmento estratégico dentro do setor sucroenergético.
Além do desempenho financeiro, o etanol de milho vem ganhando destaque também na pauta ambiental, com menor emissão de gases de efeito estufa quando comparado aos combustíveis fósseis. A expectativa do setor é que o combustível continue sendo um pilar importante na matriz energética brasileira e ganhe ainda mais relevância internacional com a valorização de práticas sustentáveis.



