Após um primeiro semestre marcado por baixa nos preços e incertezas climáticas, o mercado da soja deve apresentar uma reação positiva nos próximos meses, segundo projeções de analistas do setor. A expectativa é que fatores como o avanço da demanda internacional, o fim da colheita americana e possíveis perdas produtivas influenciem a valorização do grão.
De acordo com consultorias agrícolas, o volume expressivo da safra brasileira e a pressão sobre os estoques globais limitaram os preços no início de 2025. No entanto, a partir do segundo semestre, as cotações tendem a se recuperar, especialmente se houver confirmação de quebra na produção dos Estados Unidos ou de outras regiões concorrentes.
Além disso, a demanda da China — principal compradora da soja brasileira — deve ganhar ritmo com a reaproximação do país às compras de grãos para recomposição de estoques. A valorização do dólar frente ao real também pode favorecer a competitividade da soja brasileira no mercado externo, impulsionando as exportações.
No mercado interno, a melhora nos preços pode beneficiar produtores que aguardam para comercializar a safra, especialmente em estados como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, onde o ritmo de venda foi mais lento nos últimos meses.
Especialistas destacam, no entanto, que o cenário segue sensível a fatores externos, como as decisões de juros nos EUA, o clima nas regiões produtoras e a movimentação da guerra comercial entre grandes potências.



