O Brasil alcançou um novo patamar em sua transição energética: a bioenergia já representa 30% de toda a matriz energética nacional, consolidando o país como um dos líderes mundiais no uso de fontes renováveis. Os dados são da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia (MME), que destacam o avanço do setor como resultado de políticas públicas, inovação tecnológica e aumento da demanda por energia limpa.
A bioenergia, que inclui fontes como etanol, biodiesel, biogás e biomassa, superou outras fontes fósseis e se firmou como a segunda maior força da matriz brasileira, atrás apenas da hidroeletricidade. Juntas, as fontes renováveis representam quase 50% da matriz nacional, índice bem acima da média global, que gira em torno de 15%.
O crescimento da bioenergia também está diretamente ligado ao agronegócio, com destaque para o uso de resíduos da cana-de-açúcar, milho, soja e até dejetos da produção animal. Essa integração entre agricultura e geração energética tem impulsionado não apenas a sustentabilidade ambiental, mas também a economia de regiões produtoras.
Especialistas destacam que o Brasil tem potencial para ampliar ainda mais essa participação, especialmente com o avanço do biometano e novas tecnologias de aproveitamento de resíduos. A expansão do mercado de crédito de carbono e a pressão por metas ambientais mais ambiciosas também devem acelerar os investimentos no setor.
Para o governo, a marca de 30% é um indicativo de que o país está no caminho certo para cumprir seus compromissos climáticos, como os firmados no Acordo de Paris. “A bioenergia é estratégica para o desenvolvimento sustentável do Brasil, gerando empregos, renda no campo e reduzindo emissões”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.



