A abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores, previsto na Medida Provisória 1.300, pode reduzir as contas de luz em até 26,5%, segundo estudo da consultoria Volt Robotics.
O modelo permitirá que residências, pequenos comércios e empresas comprem energia diretamente de geradores ou comercializadores, em vez de depender exclusivamente das distribuidoras locais — hoje restrito apenas a grandes consumidores, como indústrias e shoppings. A estimativa é que cerca de 58,4 milhões de brasileiros possam migrar para esse mercado em até cinco anos, economizando em torno de R$ 7,6 bilhões ao ano.
De acordo com a Volt Robotics, as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste devem registrar as maiores reduções, com destaque para o Distrito Federal, onde a queda na tarifa pode chegar a 26,5%. Nas regiões Norte e Nordeste, a economia média estimada é de 9% a 10%.
Atualmente, o custo da energia no mercado livre gira em torno de R$ 190 por megawatt-hora (MWh), valor inferior ao praticado pelas distribuidoras, que varia entre R$ 219 e R$ 387 por MWh .
A MP 1.300 estabelece que a migração para o mercado livre será opcional e estará disponível a partir de dezembro de 2027, com regras de transição e mecanismos para evitar sobrecontratação por parte das distribuidoras
Porém, a medida ainda depende de aprovação pelo Congresso dentro de 120 dias. Se não for votada, perderá o efeito. Críticos apontam que mudanças em leis correlatas e vetos derrubados recentemente podem comprometer a eficiência da proposta



