Governo decide hoje se aumenta mistura de etanol na gasolina para conter preço 

O governo federal avalia nesta quarta-feira (25) uma proposta para aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina como forma de evitar novos reajustes no preço do combustível ao consumidor. A medida será discutida durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e tem como pano de fundo a recente volatilidade do mercado de petróleo e derivados.

Atualmente, a gasolina vendida nos postos brasileiros contém 27% de etanol anidro, percentual que pode ser elevado para até 30%, conforme autorizado por legislação aprovada em 2022. A elevação da mistura é vista por integrantes do governo como uma alternativa viável e rápida para atenuar eventuais repasses de aumentos internacionais para os preços internos.

Segundo fontes do setor, a proposta conta com apoio de representantes da indústria do etanol e de segmentos do agronegócio, que veem na medida uma forma de impulsionar a produção nacional e, ao mesmo tempo, garantir maior previsibilidade ao mercado de combustíveis.

A decisão ocorre em um momento de pressão inflacionária e de preocupação do Palácio do Planalto com os efeitos econômicos e políticos de um possível aumento da gasolina. Com a proximidade do segundo semestre, tradicionalmente mais sensível do ponto de vista econômico, o governo busca formas de segurar preços sem recorrer a subsídios diretos.

Especialistas alertam, no entanto, que a medida precisa ser acompanhada de garantias de abastecimento e estabilidade no setor sucroenergético, para evitar desequilíbrios de oferta ou impactos em outros segmentos da economia.

O resultado da reunião do CNPE deve ser divulgado ainda nesta quarta-feira.

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