Enchentes no RS pressionam mercado de seguros e mostram necessidade de fundo emergencial

As enchentes no Rio Grande do Sul, que atingiram mais de 2 milhões de pessoas entre abril e maio de 2024, continuam a ecoar suas mazelas. Registros oficiais indicam 183 mortes, 478 municípios impactados e prejuízos entre R$ 89 bilhões e R$ 100 bilhões—configurando-se como o maior sinistro já registrado no setor de seguros do país

Apesar de o Estado mostrar sinais de recuperação, com aumento no emprego e novos negócios surgindo no começo de 2025, muitas fábricas ainda operam com menos de 30% da capacidade — reflexo direto da destruição de moradias e infraestrutura. O mercado segurador, por sua vez, desembolsou mais de R$ 6 bilhões em indenizações, referentes a mais de 58 mil avisos de sinistro — incluindo 2 mil no setor agrícola.

Esses eventos intensificam a pressão sobre seguradoras para que ofereçam produtos mais amplos, capazes de proteger contra desastres — e não apenas coberturas tradicionais. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) chegou a apresentar proposta de um fundo emergencial nacional, com aportes via contribuições mínimas nas contas de luz ou telefonia, que garantiriam pagamentos automáticos — de R$ 10 mil em situações de calamidade e R$ 5 mil em caso de óbito.

Ainda assim, o setor enfrenta desafios. Apenas 7% dos imóveis no RS tinham seguro contra enchentes, segundo estudo da Susep, revelando que a maior parte da população segue exposta sem proteção financeira. Além disso, as seguradoras trabalham para incorporar dados climáticos e modelos preditivos que reajustem riscos e preços de forma mais justa e eficaz

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