O governo federal anunciou hoje, no Palácio do Planalto, um investimento recorde de R$ 89 bilhões para a agricultura familiar no Plano Safra 2025/26, sendo R$ 78,2 bilhões destinados ao Pronaf — um aumento de 3% em relação à safra anterior.
No Sul do país, onde a agricultura familiar é responsável por boa parte das culturas como arroz, feijão, milho, uva, maçã e tabaco — especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina — o impacto deve ser representativo. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, destacou que esse é o terceiro plano consecutivo com verba recorde para o setor, assegurando crédito a juros de 3% ao ano para alimentos da cesta básica e taxas reduzidas de 2% para produções agroecológicas e orgânicas.
Entre as principais medidas estão a manutenção de linhas de crédito com juros acessíveis, programas de seguro agrícola (Proagro Mais com R$ 5,7 bilhões), garantia-safra (R$ 1,1 bilhão), compras públicas (R$ 3,7 bilhões) e assistência técnica (R$ 240 milhões) Foi ainda ampliado o limite de financiamento via Programa Mais Alimentos, para a compra de máquinas de até R$ 100 mil com taxa de 2,5% e até R$ 250 mil com 5%.
A expectativa é que a injeção de recursos fortaleça a produção no Sul, onde pequenos produtores enfrentam desafios com custos de produção e acesso a crédito. Ao aliar crédito barato, seguro rural e programas de compra institucional, autoridades visam aumentar a competitividade e segurança alimentar na região.
Em seu pronunciamento, o ministro ressaltou que o Sul é protagonista do Pronaf, com crescimento expressivo de contratos, e também beneficiado por políticas como o Desenrola Rural: foram 167 mil acordos de refinanciamento que ajudaram produtores a quitar dívidas e garantir acesso a novas linhas de crédito.
Com este Pacote, o Sul do Brasil deve ampliar sua produção de grãos, frutas, leite e hortaliças, além de aumentar o uso de tecnologia no campo. O investimento expressivo reforça o reconhecimento da relevância da agricultura familiar para a economia regional e nacional.



