A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) criticou o governo federal por anunciar o Plano Safra 2025/2026 como um esforço robusto de apoio ao agronegócio, mesmo com apenas 22% dos recursos oriundos de controle direto do Tesouro Nacional. A reação veio após o lançamento do programa, que prevê R$ 516,2 bilhões em crédito rural, com aumento nas taxas de juros.
Segundo a FPA, mais de 77% do montante depende da captação dos próprios bancos, o que, para os parlamentares ligados ao setor, descaracteriza o discurso de um plano público robusto de incentivo. “É preciso deixar claro de onde vem o dinheiro. O governo vende uma imagem de apoio que, na prática, não se sustenta nos números”, afirmou o deputado Pedro Lupion, presidente da bancada.
A bancada também critica o aumento das taxas de juros controladas, que passaram de 8% para até 12% ao ano, a depender da linha de financiamento. Para a FPA, isso pode desestimular investimentos em plena safra e impactar especialmente os médios e grandes produtores.
Apesar de reconhecer avanços como o fortalecimento do crédito sustentável por meio do Programa ABC+, os parlamentares cobram mais transparência e protagonismo do governo na equalização das taxas, além de maior previsibilidade orçamentária para o setor.
A entidade ainda reforçou que continuará articulando com o Congresso propostas que ampliem os recursos públicos para o financiamento rural, especialmente diante da importância estratégica do agro para a economia brasileira.



