Soja e milho têm mercado misto no Brasil com logísticas apertadas e influência de Chicago

Nesta quinta-feira (3), os mercados domésticos de soja e milho apresentaram cenários distintos, mas ambos marcados por fatores logísticos e movimentações externas.

Soja: leve ajuste e foco na armazenagem

No Rio Grande do Sul, os preços da soja seguem pontuais, com entrega em julho negociada a R$ 137,50 (+0,36%) e julho-agosto a R$ 140,00, com pagamento até 29/08, segundo a TF Agroeconômica
Em Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí, a saca atingiu R$ 131,00 (+0,77%), enquanto no porto de São Francisco do Sul é cotada a R$ 134,59 (+0,33%).
Paraná também registrou valorização: Paranaguá (R$ 134,95/+0,46%), Cascavel (R$ 120,49/+0,73%), Maringá (R$ 121,67/+0,36%) e Ponta Grossa (R$ 123,68/+0,11%).

Logística continua como desafio: falta de silos em Santa Catarina e custos elevados de frete no Mato Grosso do Sul restringem a comercialização.

Milho: oscilações mistas na B3 e influência de Chicago

Os contratos futuros do milho na B3 fecharam com tendência levemente positiva, ainda que com os principais vencimentos em queda:

  • Julho/25: R$ 62,24, recuo de R$ 0,46 no dia e R$ 1,33 na semana
  • Setembro/25: R$ 61,94, baixa de R$ 0,39 no dia e R$ 1,51 na semana
  • Novembro/25: R$ 66,21, -R$ 0,22 no dia e -R$ 1,01 na semana 

A recuperação foi impulsionada por altas em Chicago: setembro/25 subiu 2,96% (US$ 418/bushel) e dezembro/25 avançou 2,73% (US$ 433,50/bushel), favorecidos por compras técnicas e um acordo entre EUA e Vietnã, estimado em até 12,7 milhões de toneladas na safra 2025/26.

No entanto, atrasos na colheita da safrinha no Brasil continuam afetando a logística, elevando custos de transporte e travando operações comerciais

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