A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu uma rodada técnica de debates com foco na modernização dos processos de classificação da soja. O objetivo é tornar as análises mais rápidas, seguras e menos subjetivas, utilizando recursos tecnológicos que possam reduzir conflitos comerciais e aumentar a transparência nas negociações entre produtores e compradores.
Durante o encontro, foram apresentados estudos e soluções que utilizam tecnologias como espectroscopia no infravermelho (NIR), imagens hiperespectrais e sistemas de análise por raios X. Essas ferramentas permitem uma avaliação mais precisa da qualidade dos grãos, identificando defeitos com maior objetividade e padronização.
Atualmente, os critérios utilizados para a classificação da soja variam e geram insegurança jurídica, além de divergências comerciais devido à falta de padronização nas análises e ausência de um processo claro de arbitragem em casos de contestação entre as partes.
A comissão responsável pela pauta defende que a adoção de soluções tecnológicas pode corrigir distorções históricas no setor, garantindo mais segurança ao produtor, mais eficiência na cadeia logística e maior justiça no valor pago pela produção.
A CNA também se comprometeu a avançar na construção de uma proposta concreta para revisão das normas nacionais de classificação da soja, atuando em parceria com federações estaduais e especialistas do setor. O próximo passo será a realização de testes em escala piloto com as novas tecnologias, visando validar os modelos e acelerar a modernização do sistema de avaliação da oleaginosa no país.



