Nesta semana, o mercado gaúcho da soja segue pressionado por entraves na logística e oscilações de preços nas praças do interior. Em Passo Fundo, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa e São Luiz, a saca está sendo negociada a cerca de R$ 130, com pagamento previsto para o começo de agosto. Já em Panambi, o preço “em pedra” recuou para R$ 119 ao produtor.
No porto de São Francisco do Sul (SC), a saca alcança R$ 135, próxima da cotação de R$ 136,50 em Paranaguá (PR), onde o valor subiu 0,6%, para R$ 135,57. Nas praças do interior paranaense, os valores diferem: R$ 119,62 em Cascavel, R$ 121,23 em Maringá e R$ 123,55 em Ponta Grossa (FOB), enquanto no balcão de Ponta Grossa cai para R$ 118.
Em Mato Grosso do Sul, a comercialização também sofre com a necessidade de escoar a segunda safra de milho, o que pressiona os negócios de soja. Os preços spot variam conforme a localidade: R$ 119,92 em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia; e R$ 108,69 em Chapadão do Sul.
A falta de espaço nos armazéns e gargalos logísticos são os principais desafios para as regiões produtoras, que precisam alinhar prazos de colheita e entrega aos diferentes mercados. A diversificação das safras agrava essa pressão estrutural, exigindo soluções para melhorar o fluxo de escoamento e manter a competitividade da soja nacional.



