O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou durante a cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro que aplicará uma tarifa adicional de 10% a todos os países que se alinhem às “políticas antiamericanas” do grupo, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, agora expandido. A medida, anunciada em 6 de julho, ocorre à medida que se encerra uma pausa de 90 dias nas tarifas previamente impostas, com data de decisão marcada para 9 de julho e possível implementação em 1º de agosto.
A proposta faz parte de uma estratégia mais ampla de pressão sobre parceiros comerciais, inclusive contando com cartas formais a serem enviadas a até 15 nações a partir de segunda-feira. O objetivo é levar os países a negociaram novos acordos comerciais antes do prazo limite.
Em resposta, os líderes dos BRICS criticaram o crescente protecionismo e a imposição de tarifas unilaterais, afirmando que essas medidas ameaçam o comércio global e o multilateralismo. O bloco, que reúne cerca de metade da população mundial e quase 40% do PIB global, reforça seu compromisso com abordagens comerciais mais equilibradas e cooperação internacional.
A ameaça de novas tarifas exerce pressão sobre os mercados internacionais, elevando a volatilidade em ativos como índices acionários asiáticos e os preços de metais. Analistas alertam que o posicionamento de Trump pode prolongar as tensões comerciais, sobretudo se o prazo de 9 de julho for mantido.



