O mercado de grãos registrou comportamentos opostos nesta terça-feira (9). Enquanto o milho teve alta na B3 (Bolsa Brasileira), impulsionado pelo atraso na colheita em importantes regiões produtoras do Brasil, a soja apresentou queda na Bolsa de Chicago, reflexo do bom ritmo das lavouras norte-americanas e das condições climáticas favoráveis nos EUA.
Na B3, os contratos futuros do milho com vencimento em setembro subiram para R$ 61,56 a saca, em um dia marcado por expectativas de menor oferta a curto prazo. O ritmo da colheita da segunda safra segue lento, especialmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul, o que tem sustentado os preços no mercado físico. As operações são influenciadas ainda pelo clima mais úmido em algumas regiões, que dificulta o avanço das máquinas no campo.
Já em Chicago, os contratos da soja com vencimento em novembro recuaram 1,01%, sendo negociados a US$ 10,82 por bushel. A pressão de baixa veio da melhora nas condições das lavouras norte-americanas, com clima favorável ao desenvolvimento das plantas e avanço constante da semeadura e do crescimento das lavouras. Segundo analistas, o bom andamento da safra nos EUA reduz as preocupações com a oferta global, o que tem impactado diretamente as cotações.
O mercado segue atento aos próximos boletins climáticos e às atualizações sobre o ritmo de colheita e plantio, fatores que devem continuar influenciando o comportamento dos preços nos próximos dias.



