A arrecadação federal alcançou R$ 228,8 bilhões em junho, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, segundo dados da Receita Federal divulgados nesta quarta-feira (10). O resultado representa um crescimento real de 8,7% em relação a junho de 2024, impulsionado principalmente pelo aumento na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A elevação do IOF, determinada por decreto presidencial em maio, gerou um acréscimo de R$ 2,1 bilhões na arrecadação apenas no mês passado. A medida atingiu operações como crédito, câmbio e seguros, e tem como objetivo reforçar o caixa do governo diante de compromissos fiscais no segundo semestre.
Além do IOF, também contribuíram para o desempenho recorde fatores como a retomada gradual da atividade econômica, aumento da arrecadação com Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), além de receitas não recorrentes.
No acumulado do primeiro semestre de 2025, a arrecadação total já soma R$ 1,2 trilhão, com alta real de 7,3% frente ao mesmo período do ano passado.
Apesar do resultado positivo, especialistas alertam que o crescimento está parcialmente ligado a fatores pontuais e reforçam a necessidade de medidas estruturais para garantir sustentabilidade fiscal no médio e longo prazos.



