Atividade econômica recua 0,70% em maio e sinaliza desaceleração da economia

A atividade econômica brasileira registrou retração de 0,70% em maio na comparação com abril, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC‑Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava estabilidade para o período.

Essa foi a primeira queda do indicador em 2025, encerrando uma sequência de quatro meses consecutivos de crescimento. A última retração havia sido em dezembro do ano passado, quando o índice recuou 0,9%.

Na comparação com maio de 2024, o IBC‑Br teve alta de 3,2%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 4,0%, sinalizando ainda uma expansão em ritmo moderado.

Entre os setores da economia, a agropecuária foi o principal fator negativo do mês, com queda de 4,2% em relação a abril. A indústria também recuou, com variação negativa de 0,5%. Já o setor de serviços apresentou leve alta de 0,1%, insuficiente para reverter a retração provocada pelos demais segmentos.

Considerando apenas os setores não impactados pela agropecuária, o índice apresentou queda de 0,3% no mês.

O resultado reflete os efeitos do aperto monetário promovido pelo Banco Central, que elevou a taxa Selic para 15,00% ao ano após aumento de 0,25 ponto percentual em junho. A política de juros altos visa controlar a inflação, mas também desacelera o ritmo da economia.

As projeções do Boletim Focus apontam para um crescimento do PIB de 2,23% em 2025. Para 2026, a expectativa é de expansão mais moderada, de 1,89%.

A leitura do IBC‑Br em maio reforça o cenário de desaceleração gradual da economia brasileira, com destaque para a perda de força do setor agropecuário e sinais de resistência no segmento de serviços. A evolução da política monetária e seus impactos sobre o consumo e os investimentos seguem no centro das atenções dos agentes econômicos.

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