Mercado de soja segue sem sinal firme de alta e mantém postura cautelosa, aponta TF Agroeconômica

Apesar de projeções atualizadas do USDA e da expectativa por aumento da demanda, o mercado da soja permanece sem sinais consistentes de valorização. A avaliação é da consultoria TF Agroeconômica, que segue recomendando aos produtores a venda dos estoques remanescentes da safra anterior e a realização de hedge sobre a próxima safra, diante do risco de novas quedas nos preços.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aumentou a projeção das importações chinesas de soja de 105 para 108 milhões de toneladas. No entanto, o dado não foi suficiente para impulsionar os preços internacionais. Embora a China tenha importado 11,11 milhões de toneladas em junho, o acumulado do primeiro semestre ficou em 48,48 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mercado interno brasileiro, a expectativa de aumento na demanda por óleo de soja não tem refletido em alta para o grão, já que a baixa demanda por farelo atua como fator de compensação. Em junho, os preços da soja no país recuaram 3,52% no acumulado do mês e 4,63% na última semana.

O relatório do USDA também trouxe uma leve redução nos estoques finais norte-americanos, que passaram de 9,53 para 9,40 milhões de toneladas. A mudança, no entanto, é considerada modesta e insuficiente para reverter a tendência de baixa. Os preços atuais estão entre os mais baixos dos últimos quatro anos.

No Brasil, a estimativa de produção da soja foi mantida em 153 milhões de toneladas, com as exportações ajustadas para 103 milhões. Esses números superam as projeções feitas pela Conab. Na Argentina, a produção foi revista para 49,50 milhões de toneladas, com as exportações aumentando de 4,60 para 5,60 milhões de toneladas.

Sem uma pressão efetiva de demanda ou escassez de oferta que justifique recuperação consistente nos preços, o mercado continua adotando uma postura conservadora.

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