As negociações de grãos encerraram a terça-feira (15) com quedas expressivas na Bolsa Brasileira (B3). Os contratos futuros de milho e soja recuaram, influenciados por fatores distintos, mas convergentes em direção a um cenário de pressão nos preços.
No caso do milho, os contratos com vencimento para setembro de 2024 fecharam o dia cotados a R$ 58,45 por saca de 60 quilos, representando queda de 0,76%. Segundo analistas do mercado, o recuo foi provocado principalmente pela demanda retraída, que tem dificultado a sustentação das cotações no curto prazo.
Já a soja também registrou baixa. O contrato com vencimento em agosto de 2024 foi negociado a R$ 140,60 por saca, com queda de 0,85%. A pressão veio sobretudo do mercado internacional: os futuros da oleaginosa recuaram na Bolsa de Chicago, refletindo boas condições climáticas nos Estados Unidos e expectativa de avanço na colheita, o que aumentou a oferta global.
Os dois produtos, pilares do agronegócio brasileiro, vêm sendo impactados por uma combinação de mercado interno desaquecido e pressões externas, como o comportamento do dólar e das bolsas internacionais. Com a colheita da segunda safra de milho avançando e a comercialização da soja ainda lenta, o cenário permanece desafiador para produtores e tradings.
O mercado segue atento aos próximos movimentos da demanda, às sinalizações de exportação e ao comportamento climático no Hemisfério Norte, que pode influenciar diretamente a formação de preços nas próximas semanas.



