O mercado brasileiro de soja tem registrado uma combinação de demanda aquecida e estabilidade nos preços, impulsionado especialmente pelo interesse contínuo da indústria e do setor exportador. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a procura por soja em grão se intensificou nas últimas semanas, o que ajudou a conter a pressão baixista sobre os preços internos.
Mesmo com o avanço da colheita nos Estados Unidos e o bom ritmo das exportações brasileiras, os valores da oleaginosa se mantêm relativamente firmes no mercado doméstico. A sustentação é atribuída à reposição de estoques pelas indústrias, à demanda internacional constante — sobretudo da China — e a oscilações cambiais que favorecem a competitividade do produto brasileiro.
Apesar do cenário positivo para as vendas, produtores adotam uma postura de cautela. Muitos seguem segurando parte da safra à espera de uma possível valorização, principalmente diante das incertezas do mercado internacional e da expectativa de movimentações no câmbio.
Com o Brasil colhendo uma das maiores safras da história, a atenção do setor agora se volta para o comportamento dos preços no segundo semestre e para os desdobramentos da demanda global, que continuam a ditar o ritmo das negociações no campo.



