As condições climáticas adversas registradas no Rio Grande do Sul ao longo de 2024 afetaram diretamente a produção de noz-pecã no estado. Segundo dados da Emater/RS-Ascar, a safra teve redução significativa, com queda de 40% no volume colhido em relação ao ciclo anterior.
O levantamento aponta que foram produzidas cerca de 2,1 mil toneladas da oleaginosa nesta temporada, frente às 3,5 mil toneladas registradas em 2023. A principal explicação para o recuo está nas oscilações do clima, especialmente as geadas tardias e o excesso de chuvas, que prejudicaram tanto a floração quanto o desenvolvimento dos frutos.
O município de Anta Gorda, um dos principais polos da noz-pecã no estado, concentrou cerca de 21% da produção gaúcha, seguido por outras regiões da Serra e do Vale do Taquari. No total, mais de 1.500 produtores estão envolvidos com a cultura no estado, que segue como o maior produtor nacional da fruta.
Apesar da retração na safra, a expectativa do setor é de recuperação nos próximos anos, impulsionada pelo crescimento da demanda interna e pelas oportunidades no mercado internacional. A noz-pecã tem se consolidado como uma alternativa rentável para os agricultores gaúchos, com colheita entre abril e maio e potencial de agregação de valor em produtos processados.



