A recente decisão do governo federal de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações de crédito rural tem gerado preocupação entre lideranças do agronegócio. A medida, que impacta diretamente o custeio e os investimentos no campo, é vista como um retrocesso no apoio à produção agrícola nacional.
A mudança afeta principalmente pequenos e médios produtores, que dependem fortemente de financiamentos para garantir o andamento da safra e a aquisição de insumos. Para especialistas do setor, o aumento do custo do crédito pode comprometer a rentabilidade das atividades agropecuárias, dificultando o acesso a linhas de financiamento que já operam com margens apertadas.
Representantes de entidades ligadas ao agro argumentam que o momento exige estímulo à produção, e não o encarecimento do crédito. Eles alertam para o risco de redução no volume de investimentos no campo e impacto direto na competitividade da agricultura brasileira — especialmente em um cenário de incertezas climáticas e oscilações no mercado internacional.
A medida do governo ocorre em meio a discussões sobre o financiamento da safra 2025/26, cuja expectativa já era de juros elevados e limitações orçamentárias. O aumento do IOF, portanto, adiciona mais um fator de pressão sobre o planejamento financeiro dos produtores rurais.



