Dívida pública federal sobe 2,77% em junho e atinge R$ 7,8 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF) registrou um aumento de 2,77% no mês de junho e alcançou o montante de R$ 7,8 trilhões, de acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). Em maio, o estoque estava em R$ 7,59 trilhões. A elevação se deve principalmente à emissão líquida de títulos, no valor de R$ 135,42 bilhões, além da apropriação de juros no período.

Segundo o Tesouro, o crescimento da dívida está em linha com as necessidades de financiamento do governo federal e com o cronograma de emissão de títulos públicos, dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF). O órgão reafirmou que a política de gestão da dívida segue com foco na previsibilidade, liquidez e no alongamento dos prazos.

A maior parte do estoque da dívida segue concentrada em títulos prefixados, que representaram 27,63% do total em junho. Já os títulos indexados à inflação compõem 24,3%, enquanto os vinculados à taxa Selic totalizam 41,2%. A participação de papéis atrelados ao câmbio se manteve estável em 6,83%.

O relatório também apontou que a participação de investidores estrangeiros na dívida interna cresceu para 9,88%, em comparação com 9,84% no mês anterior. Já os fundos de investimento continuam sendo os principais detentores de títulos públicos, com 26,18% de participação.

A expectativa do governo é que o estoque da DPF continue em trajetória de alta, podendo encerrar 2025 entre R$ 7,8 trilhões e R$ 8,4 trilhões, conforme as estimativas atualizadas pelo próprio Tesouro. O avanço da dívida reflete tanto a necessidade de rolagem de vencimentos quanto os desafios fiscais enfrentados pelo país, em um contexto de alta dos gastos públicos e busca por equilíbrio nas contas.

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