O plantio do trigo no Brasil caminha para a reta final, com 92% da área estimada já semeada até o dia 20 de julho, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A região Sul concentra a maior parte das lavouras e tem enfrentado condições climáticas distintas entre os estados. No Paraná, onde o plantio já foi encerrado, as lavouras seguem em boas condições. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, os trabalhos estão quase concluídos, com o clima favorecendo o avanço das máquinas nos últimos dias.
Apesar do bom ritmo nas atividades de campo, os preços do trigo seguem pressionados. O movimento de baixa é reflexo da grande oferta interna e da competitividade do produto importado, especialmente da Argentina. Além disso, a valorização do real frente ao dólar tem contribuído para reduzir os custos de importação, o que limita a recuperação das cotações no mercado doméstico.
Em algumas praças produtoras do Sul, os preços recebidos pelos agricultores estão abaixo dos custos de produção, o que acende um alerta para a rentabilidade da safra 2025. Analistas do setor apontam que o cenário só deve mudar com uma retração mais acentuada nas importações ou com a valorização do dólar, o que tornaria o produto nacional mais competitivo.
Enquanto isso, o setor segue atento ao desenrolar da safra e às possíveis medidas de apoio por parte do governo para garantir a sustentabilidade da produção de trigo no país.



