Os mercados futuros de milho e soja encerraram a segunda-feira (28) em baixa nas principais bolsas internacionais e nacionais, refletindo fatores distintos que reforçam a pressão negativa sobre os preços das commodities agrícolas.
Na Bolsa de Chicago, o milho registrou desvalorização de 0,74%, com contratos para setembro cotados a US$ 4,01 por bushel. Em Nova York, o dólar se valorizou diante da expectativa por dados econômicos mais fortes nos Estados Unidos, o que também influencia negativamente os preços internacionais das commodities. A fraca demanda pelo milho norte-americano contribuiu para o movimento de baixa, somando-se à pressão do câmbio e à proximidade da colheita da nova safra nos EUA.
No Brasil, o milho também teve queda significativa. Os contratos com vencimento em setembro, negociados na B3, caíram 1,79%, sendo cotados a R$ 59,60 a saca de 60 quilos. A expectativa de oferta abundante e o avanço da colheita da segunda safra no país reforçam a tendência de baixa.
Já a soja apresentou perdas na Bolsa de Chicago, com os contratos para novembro recuando 1,29%, encerrando o pregão a US$ 10,75 por bushel. A fraca demanda global, especialmente por parte da China, maior compradora mundial do grão, e o ritmo lento nas exportações norte-americanas foram os principais fatores para a queda. Além disso, a melhoria nas condições climáticas no Meio-Oeste dos EUA favorece as lavouras e eleva as expectativas de produtividade, pressionando ainda mais os preços.
Com o mercado atento ao cenário climático nos Estados Unidos e às movimentações da demanda global, a tendência para os próximos dias segue sendo de volatilidade, especialmente em função de novos dados sobre a colheita americana e a situação econômica internacional.



