A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,8% no trimestre móvel encerrado em junho, conforme dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa estabilidade em relação ao trimestre anterior, finalizado em março, quando o índice foi de 7,1%, e também em comparação ao mesmo período de 2023.
Esse é o menor percentual registrado para um segundo trimestre desde 2014, reflexo do crescimento do número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho. A população ocupada alcançou 100,8 milhões de brasileiros, o maior contingente da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE.
Apesar da estabilidade na taxa, o rendimento médio real habitual apresentou leve queda, ficando em R$ 3.151, o que representa uma variação negativa de 0,5% frente ao trimestre anterior. No entanto, na comparação anual, houve alta de 5,0%, indicando melhora na renda do trabalhador ao longo dos últimos 12 meses.
A pesquisa também aponta que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado cresceu 3,8% em relação ao mesmo trimestre de 2023, somando 37,8 milhões de pessoas. Já o contingente de trabalhadores por conta própria ficou estável, atingindo cerca de 25,5 milhões.



