Levantamento aponta que maioria das empresas é contra retaliação do Brasil aos EUA após tarifa de Trump


A maioria das empresas brasileiras é contrária à adoção de medidas retaliatórias por parte do governo federal contra os Estados Unidos, após a imposição de tarifas de até 50% sobre produtos nacionais. O dado consta em pesquisa realizada pela FSB Pesquisa, sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e divulgada nesta quinta-feira (31). De acordo com o levantamento, 88% dos empresários ouvidos se posicionaram contra a retaliação comercial.

A sondagem reforça o clima de cautela entre líderes do setor produtivo, que defendem uma abordagem mais diplomática diante da escalada nas tensões entre os dois países. O entendimento majoritário é de que uma resposta dura pode agravar o cenário econômico e comprometer ainda mais o desempenho das exportações brasileiras, especialmente em setores como alimentos processados, siderurgia e insumos agropecuários.

Em vez de medidas punitivas, os empresários recomendam fortalecer o diálogo com o setor privado norte-americano, articular apoio institucional no Congresso dos EUA e buscar respaldo na Organização Mundial do Comércio (OMC). Para a CNI, o momento exige estratégia e capacidade de articulação internacional, evitando decisões que possam trazer prejuízos ainda maiores ao comércio exterior brasileiro.

O Itamaraty informou que avalia as opções jurídicas e comerciais disponíveis, mantendo a disposição de diálogo com Washington. A expectativa é que o tema também entre na pauta de discussões do Mercosul e em fóruns multilaterais, como forma de ampliar a pressão internacional contra a tarifa.

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