Soja recua em Chicago com clima favorável nos EUA, enquanto milho avança na B3 impulsionado por dólar e mercado externo

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta quarta-feira, 30 de julho, em queda na Bolsa de Chicago, refletindo a melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos. O clima mais ameno e com chuvas regulares favorece o desenvolvimento das lavouras, reduzindo o risco de perdas e pressionando os preços para baixo.

O contrato com vencimento em novembro, principal referência para a safra norte-americana, fechou o dia cotado a US$ 10,83 por bushel, com recuo de 5,50 pontos. Já os contratos para janeiro encerraram a US$ 10,97 por bushel, registrando perda de 5,25 pontos.

Analistas destacam que, embora ainda haja incertezas em relação ao tamanho final da safra nos EUA, o mercado está mais tranquilo diante das previsões climáticas favoráveis para as próximas semanas, o que pode resultar em boa produtividade.

Em contrapartida, os contratos do milho operaram em alta na Bolsa Brasileira (B3), com o vencimento para setembro subindo 1,54%, cotado a R$ 58,60 por saca. O movimento positivo foi influenciado pela valorização do milho em Chicago e pela alta do dólar frente ao real, que tende a tornar o produto brasileiro mais competitivo no mercado externo.

Na Bolsa de Chicago, o milho com vencimento para dezembro fechou o pregão com leve valorização de 1,25 pontos, cotado a US$ 4,07 por bushel. A combinação entre a demanda internacional, a valorização cambial e os dados de exportações dos EUA ajudaram a sustentar os preços.

Apesar da alta pontual, o mercado segue atento aos desdobramentos da safra norte-americana, que também conta com boas condições climáticas e pode ampliar a oferta global do cereal nas próximas semanas.

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