A temporada de floração da canola, iniciada neste mês no Rio Grande do Sul, está impulsionando a prática da apicultura migratória em diversas regiões do estado. Apicultores têm transportado colmeias para áreas de cultivo com o objetivo de aproveitar a grande oferta de néctar e pólen, além de contribuir para a polinização das lavouras.
Com aproximadamente 65 mil hectares cultivados com canola nesta safra, segundo dados da Emater/RS-Ascar, o estado se destaca como o maior produtor da oleaginosa no país. A planta, conhecida por sua intensa floração amarela, atrai grande quantidade de abelhas e representa uma fonte importante para a produção de mel.
A atividade migratória é tradicional entre os meses de julho e setembro e tem impacto direto na produtividade apícola. A presença das abelhas nas áreas de canola também beneficia os agricultores, já que a polinização realizada por esses insetos pode aumentar o rendimento das lavouras.
Além dos ganhos para a produção de mel, o cenário favorece a cooperação entre agricultores e apicultores, promovendo o uso sustentável das áreas rurais. Técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) destacam que a integração entre culturas e criação de abelhas é uma prática benéfica que deve ser incentivada como forma de diversificação de renda no campo.



