Os mercados futuros de milho e soja registraram queda nesta terça-feira (5), anunciando uma abertura de semana sob pressão nos principais contratos internacionais.
Milho:
Na B3, os contratos futuros do milho encerraram em baixa, com o vencimento setembro/25 chegando a R$ 65,74, recuo de R$ 0,84 no dia, embora mantenha alta semanal de R$ 0,59. O vencimento novembro/25 fechou a R$ 68,41 (queda de R$ 1,00 no intervalo diário), enquanto janeiro/26 caiu R$ 1,49, para R$ 71,31. No mercado físico, os preços atingiram um teto e permanecem estáveis, sobretudo em regiões com colheita atrasada, o que sustenta os valores locais. A colheita da segunda safra, segundo a Conab, está apenas 2% abaixo da média histórica, pressionando as cotações internas à medida que a disponibilidade aumenta. Em Chicago, os preços mostraram fortes perdas, com o contrato de setembro recuando 1,49% (US$ 381,25/bushel) e o de dezembro caindo 1,23% (US$ 402,00); o cenário é influenciado pela expectativa de safra robusta nos EUA e pela competitividade do milho norte-americano no mercado global.
Soja:
Na Bolsa de Chicago (CBOT), a soja também encerrou o pregão em baixa. O contrato de agosto ficou estável em US$ 969,00 por bushel, enquanto o de setembro recuou 0,41%, cotado a US$ 971,25. No mercado de derivados, o farelo fechou em US$ 273,60/ton curta (-0,07%) e o óleo caiu 1,21% para US$ 53,84 por libra-peso. A pressão decorre do temor de enfraquecimento da demanda global, agravado por tensões comerciais envolvendo os EUA e possíveis novas tarifas anunciadas por Donald Trump à Índia e outros parceiros, incluindo Brasil e China.
O cenário atual sinaliza nervosismo entre agentes do mercado, com a valorização da safra americana e a demanda internacional em dúvida contribuindo para a aversão ao risco e quedas nas cotações.



