Os preços do milho norte-americano seguem mais atrativos no mercado internacional, pressionando a competitividade do produto brasileiro. Mesmo assim, analistas avaliam que as cotações no Brasil ainda têm espaço para elevação nas próximas semanas.
Na B3, o contrato com vencimento para setembro recuou 2,72%, fechando em R$ 65,14 por saca. Já o mercado físico apresentou variação mista, com altas em algumas regiões e quedas em outras, enquanto operadores aguardam fundamentos mais claros para direcionar as negociações.
Segundo a plataforma Grão Direto, a demanda pelo milho brasileiro continua impactada pela competitividade dos Estados Unidos. Entretanto, fatores como o avanço da colheita da segunda safra — já com mais de 80% da área colhida — e a liberação gradual de portos devem impulsionar as exportações nacionais nas próximas semanas.
Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve divulgar novos dados de oferta e demanda da safra global na próxima terça-feira (12). As projeções indicam rendimento elevado do milho nos EUA e estoques finais mais robustos, cenário que poderia ampliar a pressão sobre os preços, embora o consumo interno americano possa atenuar quedas mais acentuadas.



