Em um julho expressivo, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 15,6 bilhões, o maior valor já registrado para o mês na série histórica. Esse desempenho resultou em um superávit de US$ 14 bilhões, refletindo o crescimento tanto no volume embarcado quanto nos preços praticados.
A elevação nos preços internacionais beneficiou diversos produtos. O café destacou-se com alta de 25,3% no faturamento, enquanto itens como suco de maçã, fumo, bananas, ovos e gemas, couros, frutas e carne bovina também registraram significativo aumento nas exportações. Produtos menos tradicionais, como corvina, uvas frescas, castanha de caju, óleos vegetais e mel, ampliaram sua participação no mercado externo.
A China consolidou-se como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras, com US$ 5,62 bilhões em aquisições, seguida pela União Europeia, com US$ 2,36 bilhões — um crescimento de 16,4% em relação ao mesmo período anterior.
No acumulado de janeiro a julho, as vendas externas chegaram a US$ 97,5 bilhões, mantendo-se nos patamares do ano anterior. O crescimento mais evidente veio de produtos fora da pauta tradicional de exportações, que avançaram 21% em valor agregado. Desde o início da atual gestão, o país abriu 399 novos mercados e ampliou o acesso em outros, incluindo 13 novas autorizações somente em julho.
O resultado reforça o posicionamento do agronegócio brasileiro no cenário global, sustentado por uma oferta confiável, qualidade reconhecida e diversificação comercial, contribuindo para a segurança alimentar e ampliando a presença do país no comércio internacional.



