Até as 10h desta quarta-feira, 20 de agosto, os contribuintes brasileiros haviam desembolsado impressionantes R$ 2,5 trilhões em impostos, taxas e contribuições aos governos federal, estadual e municipal. Esse valor inclui ainda multas, juros e correções monetárias, conforme dados do Impostômetro, painel que monitora a arrecadação nacional desde o início do ano.
O valor supera em cerca de 9,3% o registrado no mesmo período de 2024, quando a arrecadação alcançava R$ 2,287 trilhões. Um dos principais fatores dessa aceleração é o aquecimento da atividade econômica, aliado à inflação, que já impacta a base de consumo — principal alvo de tributação no país, segundo o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da ACSP.
Diversos elementos contribuíram para esse avanço antecipado da arrecadação: desde a tributação de fundos exclusivos e offshores, até o aumento das alíquotas de ICMS e IOF. Também pesaram no cenário o fim de benefícios fiscais para o setor de eventos, a reoneração da folha de pagamentos e a retomada da taxação sobre combustíveis, apostas e encomendas internacionais.
O painel fiscal, instalado no centro de São Paulo, foi criado em 2005 com o propósito de tornar visível o grande volume de tributos pagos pela sociedade e criar uma cultura de cobrança por serviços públicos mais eficientes.



