Os preços do milho seguem em queda no Brasil, pressionados tanto por safras recordes quanto por estoques elevados que superam a demanda interna e externa. A produção nacional da safra 2024/2025 alcançou 137 milhões de toneladas — a maior já registrada — com a segunda safra por si só estimada em 109,6 milhões de toneladas. Apesar de o consumo interno também estar em níveis historicamente elevados — mais de 90 milhões de toneladas, contra 84 milhões no ano anterior —, a produção ainda supera significativamente a demanda.
Além disso, as exportações de milho têm seguido em ritmo mais lento do que o esperado: entre janeiro e julho, foram vendidas apenas 8,9 milhões de toneladas, queda de 25,1% em relação ao mesmo período de 2024. O volume embarcado em todo o ano passado foi de quase 40 milhões de toneladas, permitindo ao Brasil vislumbrar chegar a esse patamar novamente no segundo semestre, embora ainda distante da meta.
A combinação de oferta histórica e exportações retraídas cria um superávit estimado em 50 milhões de toneladas de milho que permanecem no mercado doméstico — uma situação que explica a continuidade da tendência de baixa nos preços para o produtor.



