Agro defende uso de gorduras animais e subprodutos em biodiesel como solução de baixo carbono e economia circular

Entidades do agronegócio brasileiro intensificaram a defesa do uso de subprodutos de origem animal, como sebo bovino e gorduras residuais, como matéria-prima estratégica na produção de biodiesel. A proposta ganha força à medida que o setor busca diversificar insumos, reduzir custos e fortalecer o modelo de economia circular.

A Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) destacou que o Brasil é referência mundial na reciclagem animal. Cerca de 13 milhões de toneladas de resíduos de abate são recolhidas anualmente — incluindo sangue, vísceras e ossos — e cerca de 5,9 milhões de toneladas desses insumos são transformadas em farinhas e gorduras com alto valor nutricional, exportadas para quase 70 países em mercados exigentes da Ásia, África, América Latina e Oriente Médio.

As gorduras animais também se mostram como opção sustentável para o biodiesel. A produção do combustível a partir dessas fontes reduz significativamente a pegada de carbono em comparação com o diesel fóssil e permite o aproveitamento de resíduos que, de outra forma, seriam descartados. Estudos e iniciativas no setor demonstram eficiência técnica e ambiental, com potencial para reduzir de 70% a 90% das emissões de gases de efeito estufa em relação ao diesel convencional.

Esse movimento ganha respaldo de associações que reivindicam políticas públicas favoráveis à expansão da produção de biodiesel e à ampliação das misturas obrigatórias com o diesel fóssil. O uso de subprodutos animais reforça a segurança energética do país, agrega valor à produção local, evita o desperdício e impulsiona a cadeia do agronegócio.

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