Milho recua no Brasil enquanto cotações firmam leve estabilidade em Chicago; soja desacelera após sequência de altas

O mercado agrícola registrou desempenhos divergentes entre os principais grãos nesta semana. No Brasil, o milho perdeu força na B3 com os contratos recuando ante à semana anterior. Na Bolsa de Chicago, no entanto, o cenário se mostrou mais estável, sustentado por expectativas de safra recorde nos Estados Unidos. No vencimento setembro, as cotações ficaram próximas de US$ 3,79 por bushel, sustentadas por lavouras em boas condições e perspectiva de alta produtividade nos EUA, o que manteve os preços sob pressão.

O quadro é reforçado por dados do USDA que apontam que 71% das lavouras de milho estão em condições boas ou excelentes, enquanto 97% passaram da fase de pendoamento — fatores que reforçam o otimismo com a safra americana e contêm riscos de disparada nos preços.

Já na soja, os contratos na Bolsa de Chicago encerraram em queda após três pregões consecutivos de altas sólidas. O recuo é atribuído à realização de lucros por parte dos investidores, à ausência de demanda chinesa e às dificuldades nas vendas de exportação. Esse movimento sugere um início de correção após o momento de valorização intensa vivido pelo grão.

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