Soja sobe em Chicago com clima adverso nos EUA; milho tem alta no Brasil e queda no mercado americano

O mercado da soja encerrou a sessão na Bolsa de Chicago em alta, impulsionado por preocupações climáticas nos Estados Unidos. O contrato para setembro avançou 0,32%, sendo negociado a US$ 1.028,75 por bushel, enquanto o vencimento de novembro subiu 0,17%, cotado a US$ 1.049,50. O farelo também registrou valorização, alcançando US$ 297,20 por tonelada curta. Já o óleo de soja recuou 2,85%, fechando a US$ 52,76 por libra-peso. A sustentação dos preços veio da falta de chuvas no cinturão agrícola americano, o que aumenta os riscos para as lavouras em fase de desenvolvimento.

No mercado do milho, os resultados foram divergentes entre Brasil e Estados Unidos. Na B3, os contratos futuros tiveram valorização, favorecidos pela desvalorização do real e pela atenção maior dos produtores ao mercado externo. O contrato com vencimento em setembro fechou a R$ 66,12 (alta de R$ 0,13 no dia), novembro a R$ 69,72 (subida de R$ 0,34) e janeiro de 2026 a R$ 71,79 (acréscimo de R$ 0,37).

Já na Bolsa de Chicago, o milho seguiu em queda, pressionado pelo avanço da colheita da safra americana, considerada robusta. O vencimento de setembro caiu 0,44%, para US$ 387,50 por bushel, e o de dezembro recuou 0,67%, sendo negociado a US$ 409,50. O excesso de oferta e o ritmo da colheita nos Estados Unidos foram determinantes para o recuo das cotações.

Esse contraste entre os mercados reforça a influência de fatores regionais. Enquanto no Brasil o câmbio e o foco nas exportações sustentam os preços do milho, nos Estados Unidos o cenário é de pressão pela oferta abundante. Já a soja, por sua vez, segue dependente do clima americano, que continua sendo determinante para as cotações internacionais.

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