O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (27), durante participação no Congresso & Expo Fenabrave, em São Paulo, que a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, deverá permanecer em um patamar elevado por um período prolongado. Segundo ele, essa postura é necessária diante da lenta convergência da inflação à meta de 3% ao ano e das expectativas, tanto do mercado quanto da própria instituição, que ainda permanecem acima do patamar desejado.
Galípolo destacou ter sido necessário interromper o ciclo de cortes nos juros e iniciar um movimento de retomada elevando a taxa a níveis considerados restritivos, com a finalidade de acompanhar o avanço dos preços de forma efetiva e sustentável.
Apesar da Selic elevada, o Brasil tem mostrado sinais de resiliência econômica. O desemprego está cerca de 5,7%, o menor da série histórica, e a renda dos trabalhadores permanece firme. Esses indicadores têm contribuído para sustentar a demanda interna, mesmo com o custo do crédito elevado



