O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou que o banco estuda adotar uma medida de stand-still — suspensão temporária de pagamentos de dívidas — para empresas brasileiras impactadas pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos. A iniciativa emergencial teria como foco setores mais atingidos, em especial os produtores de produtos perecíveis, cujas exportações foram comprometidas pelas novas barreiras tarifárias.
A medida já foi utilizada em situações anteriores, como no apoio a empresas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, e agora é considerada como alternativa até que sejam efetivadas compras públicas destinadas a aliviar o setor.
Segundo Mercadante, a proposta será debatida com o Ministério da Fazenda e instituições financeiras, e faz parte do Plano Brasil Soberano, criado pelo governo federal para apoiar exportadores e trabalhadores prejudicados pela escalada tarifária norte-americana.
O presidente do BNDES também informou que os municípios mais prejudicados serão visitados por equipes do banco, com realização de audiências públicas junto a empresários para detalhar as linhas de crédito emergencial. Além disso, foi anunciado um montante de R$ 40 bilhões em crédito para empresas que registrarem perdas superiores a 5% no faturamento bruto, sendo R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações e R$ 10 bilhões de recursos próprios do BNDES.



