Demanda interna mantém firme a cotação do milho em meio a pressões externas

Mesmo diante de uma colheita recorde na segunda safra, o mercado interno continua sendo o principal motor das cotações do milho no Brasil. Segundo análise da Grão Direto, a alta disponibilidade do grão no país é contrabalançada por uma menor representatividade nas exportações, pressionadas pela forte concorrência externa — especialmente dos Estados Unidos e da Argentina. Enquanto os norte-americanos estão prestes a colher cerca de 425 milhões de toneladas, com mais de 19 milhões já comercializadas com antecedência para Ásia e Europa, a demanda externa por milho brasileiro segue limitada.

Embora o cenário global favoreça o escoamento dos estoques norte-americanos, no Brasil os preços se mantêm sustentados pela forte procura interna — impulsionada ainda por um dólar menos valorizado e por uma oferta restrita por parte dos produtores, que atuam com baixa disponibilidade para venda. Isso contribui para que os preços domésticos sigam firmes, enquanto o ritmo das exportações permanece abaixo da média esperada para o período.

Diante desse contexto, as nomeações para exportação registraram crescimento, mas os embarques efetivos ainda aquém do esperado. A projeção de comercialização externa do país varia perto de 40 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro — uma meta improvável, mas que permanece plausível, segundo especialistas.

Para esta semana, o comportamento do milho deve se manter estável: o mercado interno deve continuar ditando a tendência das cotações, com expectativa de lateralização sem oscilações bruscas, enquanto os agentes aguardam novos fundamentos capazes de alterar esse cenário.

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