Milho e soja sofrem pressão: colheita nos EUA e políticas externas derrubam cotações no Brasil

O mercado de grãos enfrenta cenário desafiador, com o milho registrando queda tanto na B3 quanto em Chicago e a soja sofrendo influências externas que impactam seus preços.

No mercado de milho, a retração foi impulsionada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela revogação temporária das tarifas de exportação na Argentina. Na B3, os contratos futuros fechavam em baixa — por exemplo, o vencimento de novembro recuou para R$ 66,12, enquanto janeiro atingiu R$ 68,98. Em Chicago, o contrato de dezembro caiu 0,53%, para US$ 424,25, refletindo o excesso de oferta.

Já a soja tem sido afetada por ajustes nas políticas argentinas, como a retirada de tributos à exportação, o que gerou pressão sobre os preços em portos brasileiros. Em Paranaguá, o preço da saca recuou cerca de 4,6%, enquanto no interior os valores caíram entre 2,9% e 3,4% em praças como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa. Em Santarém, a cotação da soja FOB foi reduzida para cerca de R$ 135,57, com queda de 3,36%.

No Paraná, o plantio avança em ritmo acelerado, mas os produtores mantêm cautela na comercialização, acompanhando de perto a oscilação dos mercados internacionais. O entorno econômico global e as decisões de política comercial na América Latina surgem como variáveis decisivas para o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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