Escolas particulares em todo o país planejam reajustar suas mensalidades em 9,8% para o ano letivo de 2026, índice que supera em quase duas vezes a inflação esperada para o período. Segundo pesquisa da consultoria Rabbit junto a 308 instituições privadas, esse percentual é resultado da combinação entre recomposição inflacionária, ajustes salariais de professores e investimentos em infraestrutura e programas pedagógicos.
O estudo revela que os aumentos previstos estão acima da média dos últimos anos: entre 2023 e 2024, o reajuste médio ficou em 9,3%, e de 2024 para 2025 alcançou 9,5%. As escolas informam os novos valores aos pais no momento da renovação de matrículas, em conformidade com a legislação, que exige aviso prévio de ao menos 45 dias.
A justificativa para o reajuste concentra-se nos custos crescentes com folha de pagamento, manutenção das unidades e expansão de serviços oferecidos, como projetos bilíngues e atividades complementares. No entanto, especialistas alertam para o risco de evasão escolar em contextos econômicos mais apertados, caso os aumentos não sejam acompanhados de compensações ou programas de suporte.



