No cenário atual, o mercado da soja opera com baixa fluidez e cotações pressionadas, mesmo para entregas futuras. No Rio Grande do Sul, preços reportados para pagamento em 15/outubro giram em torno de R$ 134,50 por saca (porto), com pequenas elevações pontuais. No interior, praças como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa mantêm valores em cerca de R$ 130,00 para pagamento em 30 de outubro.
Em Panambi, contudo, a cotação despencou para R$ 119,00 por saca — reflexo de menor liquidez local. Em Santa Catarina, parte da safra anterior tem sido retida em armazenagem, estratégia que protege contra vendas em patamares desfavoráveis, mas eleva os custos financeiros para os produtores.
No Paraná, os negócios no porto registraram queda, com preços variando entre R$ 126,65 e R$ 133,88 por saca FOB nas diversas praças. No Mato Grosso do Sul, o mercado segue estagnado: compradores e vendedores mantêm cautela diante das incertezas globais e da volatilidade da CBOT (Bolsa de Chicago).
Já em Mato Grosso, a comercialização segue retraída enquanto o plantio avança rapidamente. Produtores aguardam sinais mais firmes de melhora nas condições externas antes de fecharem novas operações.
Entre os fatores que sustentam o cenário está a frágil demanda diante da oferta interna, a pressão de preços internacionais e a preferência de agentes por postergar decisões até que o mercado apresenta suporte mais robusto.



